quinta-feira, 18 de março de 2010

Todo relacionamento passa por fases. Talvez algumas pessoas distingam cada fase de forma particular, diferente. O fato é que as fases são parte do todo que é cada relacionamento. Portanto, vamos a elas!

1ª fase: Travando conhecimentos

Depois do primeiro contato, começamos a aprender a respeito da pessoa com quem estamos nos relacionando. Nessa fase, perguntar é o melhor, e também o mais usado, meio de se conhecer alguém. Aqui nós descobrimos tudo o que nos fará, ou não, levar esse relacionamento adiante.

2ª fase: Criando intimidade

Nessa fase nós vamos colocar em prática os conhecimentos adquiridos na primeira fase do relacionamento. Se resolvemos levá-lo à frente, esse é o momento de utilizar o que aprendemos para construir junto a este alguém, uma ligação íntima. Ao criar intimidade, chegamos ao momento principal do relacionamento. Aqui já não é preciso tantas perguntas, pois já podemos analisar o que a outra pessoa sente de acordo com aquilo que já sabemos dela. Esta é provavelmente, a fase mais feliz do relacionamento.

3ª fase: Relaxando

Após aprender sobre alguém, e assim, conquistá-lo, criando com ele uma ligação, nós chegamos na fase mais perigosa de um relacionamento. O momento em que abaixamos a guarda e nos enchemos de confiança a respeito do que este alguém sente por nós. Tendo sigo conquistada tal pessoa, nos damos conta do nível de importância que temos pra ela, e assim, compreendemos que tal pessoa não corre mais o risco de dar passos para longe de nós, criando um sentimento de comodismo muito comum, e que geralmente leva os relacionamentos ao seu momento crítico. Muitos relacionamentos chegam ao fim nesta fase.

4ª Fase: Cuidado

Se o relacionamento consegue passar pela fase mais perigosa, ele ganha força e fôlego pra seguir em frente. Aqui se inicia o que eu chamo de fase do cuidado, onde nós já sabemos o que fazer, e além disso, sabemos o que não devemos fazer. Assim, iniciamos um momento de cuidado com o outro, com o que o outro sente, entendendo que nem tudo dura para sempre e que até o melhor sentimento pode morrer se não for bem cuidado.

E aí, o que é que vocês acham?

Do que é feito o amor?

quinta-feira, 4 de março de 2010

Às vezes eu fico pensando nisso. Quais os elementos básicos do amor? De que forma ele nasce, se alimenta, cresce? De que forma o amor morre? Tenho pra mim que o amor tem como ração o invisível, aquilo que não se ouve, que não se sabe. Os pequenos detalhes que os olhos não reconhecem, mas que o amor jamais deixaria passar. Detalhes que alimentam um sentimento que se expande, invade nosso ser. O amor em suas variadas formas.
Será que foi aquela ligação? Será que o amor surgiu no meio das cartas, mensagens de texto e e-mails recebidos? Será que o amor veio até nós através do aroma daquele lindo buquê de flores, em plena primavera? Será que veio nas palavras de um cartão? Antes ou depois daquela declaração? Ou simples, como a chuva, o amor cismou de aparecer em dia de sol?
Algo acontece. Simples ou não, acontece. E o amor muda a gente, né? O amor abre portas e possibilidades. Altera os significados. Abre nossos olhos para ver o que realmente importa. Nos deixa bobos, nos faz crianças. Nos ensina responsabilidades.
Assim como vem, rápido, silencioso, se instalando como se fosse o dono da casa, o amor se vai? Será que o amor acaba? Será que o que dizer sobre ‘o amor que acaba não ser amor’ é verdadeiro? Mas o que é o amor? Se o que foi sentido, ainda que tão intenso e tão significativo, e ‘acabou’ não era amor, então o que era?
Será que o amor é como uma flor? Você rega, dá sombra, põe água e ele permanece bonito, sorridente? O que seriam essas coisas na linguagem do amor? Carinho, atenção, cuidado? O amor morre sem isso?
E como se mede o amor? Ou será o amor sempre igual? Amor é amor, do jeito que for, sem categorias, simplesmente amor e ponto? Independente do tempo que se passa junto, da quantidade de mensagens, e-mails, telefonemas, visitas, scraps e depoimentos no Orkut, replys no Twitter, café da manhã na cama, abrir a porta do carro, quem desliga o telefone primeiro, quem fala mais sobre o que sente, sinais de fogo, o que quer que seja? O que são essas coisas para o amor? Que efeito elas tem sob tal sentimento? Faz alguém nos amar mais? A falta disso quer dizer que alguém nos ama menos? Como se mede?

“O amor é um não sei quê, que surge de não sei donde e acaba não sei como.” Madeleine Scudéry

Sobre o amor...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Há algo que magicamente acontece em nós quando amamos alguém. Talvez não seja mágica. Talvez algo no céu se mova, os astros conspirem e planetas se alinhem quando pessoas se amam.
Amor de amigo, de namorado, apaixonado, proibido, sofrido, doído, não importa por quem, que seja amor. Simplesmente amor.
Como isso acontece? De que forma o nosso coração se liga ao coração de alguém, fazendo com que outro seja tão ou mais importante do que nós mesmos?
Eu tenho pra mim que o amor não acontece por um motivo óbvio, como muitos julgam. Não é porque a pessoa tem algo especial, não é porque faz uma omelete deliciosa, ou porque ela nos faz bem. Não é assim que o amor acontece, escolhido a dedo, como peça de vitrine
Acho que o amor simplesmente acontece. Independente, não-circunstancial e até não-correspondido. Amamos aquela pessoa que nos machuca, que nos engana, que não se importa. Muitas vezes a amamos mais do que a outros, mais do que àqueles que se esforçam, que são capazes de dar a própria vida por nós. Por amor nós ignoramos defeitos e amplificamos as qualidades. Por amor justificamos as atitudes do outro e compreendemos os seus motivos. Por amor ignoramos até mesmo a realidade de um amor impossível.
De que forma perdemos o controle das nossas vidas e passamos a viver em função de outra pessoa, seja ela merecedora ou não disso tudo?



P.S.: No começo eu também achei que seria um texto mais animadinho :P

Sobre as decepções...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010


A vida não é sempre como esperamos, é? Na verdade, acho que é mais o contrário.

A esperança, doce ilusão. Quanto mais esperamos, mais chances de que a esperança nos traia e se converta em decepção.

E nós, o que fazemos? A maioria se levanta, carregando nos ombros o peso enorme de quem se iludiu de novo.

Força de vontade, fé, mais esperança. Ao invés de simplesmente tomar o caminho mais fácil e deixar pra lá, nós insistimos, loucos na crença de que dessa vez, vai dar tudo certo.

De certa forma, estamos certos, já que pode ser sempre a última vez, né? Bom, nem sempre. Aliás, difícil, hein? Quantos anos você tem? Dá pra contar que teve uma decepção só por ano? Desde que você passou a entender as decepções - nem falo daquelas de quando você é tão pequeno que um minuto depois nem lembra que não era bem isso o que você queria – muita coisa já aconteceu. Você já quis muita coisa e já tentou se contentar com o que recebeu no lugar.

A verdade é que nossa vida é cheia de decepções. Nem precisamos ter tanta atenção pra perceber isso. E outra verdade, é que dói muito. A decepção aperta nosso coração, quase o esmagando, reduzindo-o a nada. Acredite, qualquer pessoa que amemos tem o poder de nos decepcionar da pior forma possível. Não que elas tenham sempre a intenção. Às vezes, só por serem elas mesmas, nos decepcionam. Às vezes, porque exigem de nós mais do que podemos dar. Às vezes, apenas porque elas não nos entendem.

Dizem que a decepção ensina a viver. Talvez. Mas enquanto a decepção é dor, ela machuca mais do que ensina, e a dor encobre o que quer que haja de bom nela. Ensinamento, experiência? Enquanto age em nós, a decepção é apenas a realidade, cravando em nós a sua flecha cruel. E tudo o que nós queremos é nos livrar dela.

Bom, acho que voltar ao começo é a melhor forma de terminar este post. Aconteceu agora? Não se preocupe. Vai acontecer de novo, e pode muito bem ser pior.

Do cuidado...

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
"Eu pedi a ajuda do Senhor, e Ele me respondeu; Ele me livrou de todos os meus medos."
"O Anjo do Senhor fica em volta daqueles que O temem e os protege do perigo."
"[...] Aqueles que O temem não tem falta de nada."
"Ele as livra de todas as aflições."
"Ele fica perto daqueles que estão desanimados e salva os que perderam a esperança."
"Ele os protege completamente [...]"

Esses trechos do Salmo 34 foram escritos por Davi após grandes momentos de temor. Nesses momentos, Davi pôde experimentar do Deus que cuida de nós, que se importa conosco.
Nós também podemos sentir esse cuidado, em pequenos detalhes, em momentos de grande aflição. Deus é aquele que cuida de nós, nos livrando até dos perigos que não vemos. E isso também é cuidado dEle. Nos livrando das aflições, nos livrando nas aflições.
Quando tudo ao seu redor for medo, falta de esperança e de fé, lembre-se que Ele cuida. Você está apenas no caminho, não no final da caminhada. E o Senhor está com você em todo o tempo. Um Anjo acampado com você, onde quer que for. Apenas confie nEle, mesmo que você não O veja.

Dos relacionamentos...

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Relacionamentos são incrivelmente importantes na vida da gente. Quando crianças, a gente faz amiguinhos de brincadeiras, com quem a gente divide os brinquedos (ou não), com quem a gente até briga, mas pra quem a gente volta correndo pra brincar no outro dia. A falta de relações sociais nessa época pode gerar vários problemas pra criança, e até mesmo pro adulto que ela possivelmente vai se tornar.
Daí a gente vira adolescente. Os amigos nos carregam nas costas, nos levam nos ombros em nossos problemas juvenis, sempre tão trágicos. Nessa época a gente se apega completamente, traça planos, sonha em levar aqueles amigos pela vida inteira. Mas nem sempre isso dura. Algum tempo depois e a gente já tá fazendo esses planos com outros amigos, com tanta intensidade quanto antes. A amizade adolescente, assim como a maioria das coisas nessa época, é intensa, absorve e é vivida ao extremo. Pactos de sangue, promessas de irmandade, e todas essas coisas que quem é ou já foi adolescente certamente passou (ou está passando).
Quando a gente cresce, traz pra essa fase o peso ou a leveza dos relacionamentos que viveu. Se houve muitas decepções, haverá provavelmente muita dificuldade em confiar novamente nas pessoas. Cada um de nós é a estranha combinação de pedaços das várias pessoas que passaram na nossa vida. Algumas deixaram ótimas sensações, nos levaram a novas experiências. Algumas brincaram com nossos sentimentos. Fomos traídos. Mas também fomos as pessoas mais felizes na face da terra, nem que tenha sido apenas por alguns minutos, horas ou dias.
O fato é que é sempre difícil quando começamos a notar as coisas mudando. Em nós, nos outros, no mundo. E as coisas sempre mudam. Se nós mudamos, nós esperamos aceitação. Se os outros mudam, nós esperamos que eles voltem ao ‘normal’, que sejam de novo aquilo que eram antes. Às vezes, nossa razão até entende. E às vezes, nos esforçamos pra fazer nosso coração teimoso entender também. Às vezes, a briga nem é com o outro.
Quanto a mim, eu tenho medo do futuro dos meus relacionamentos. Eu olho pra trás e vejo que nem tudo o que aconteceu com os relacionamentos que tive foi perfeito, ou bom. Eu vejo dor, vejo a esperança que não vingou. Mas eu vejo felicidade também. Vejo grandes experiências, muitos sorrisos reais. Vejo um tempo que em que os sentimentos não foram de mentira, nem mesmo pra quem partiu meu coração. Nem mesmo pros corações que parti. Eu olho pra frente e procuro ver novas chances no que tenho hoje.
Das coisas que eu sei, eu sei que quero levar “os meus” comigo até o fim. E eu sei que o que fiz, fiz de coração aberto, e que acertando ou errando, eu fiz tentando fazer o melhor. Abrir meu coração pra viver talvez “adolescentemente” meus relacionamentos foi a melhor coisa que eu podia ter feito.
E das coisas que eu quero, eu quero sempre “amar sem medo de outra desilusão”. Eu quero isso pra todos nós.

Porque o tempo passa rápido...

sábado, 19 de dezembro de 2009
Olha aí dezembro de novo... e quase no fim. Pertinho de anunciar um novo janeiro, de novo.
Um ano se vai, um outro ano vem, e a gente permanece. De um jeito ou de outro, muitas mudanças ou não, a gente assiste a cada nova passagem de ano.
Dessa vez eu vejo diferente. Nem me dei conta da chegada do Natal, e já é na semana que vem. Acho que tenho outras prioridades, outras datas povoam minha mente. Janeiro tem muito pra me dar. Final de muitas coisas, muitas estréias também. Muitas despedidas, muitos encontros. Talvez isso tenha mudado as chamadas "datas comemorativas" na minha mente.
2009 foi um grande ano. Ganhei muitos presentes, fui muito abençoada, aprendi muito, fui agraciada com o prazer da companhia de lindas pessoas. Olho com alegria pro final desse ano. 2010 me reserva mais!
E por mais que a gente já tenha passado por isso várias vezes, janeiro tem sempre um quê de Novo, de novo (mais uma vez).

Fatos

domingo, 22 de novembro de 2009
Não fui pro culto hoje.
Primeiro pensei comigo: “não quis ir, já fui ontem”. Depois pensei: “não tem problema eu faltar um domingo só” e ainda “meu braço tá doendo, foi melhor não ir”. A última desculpa que me dei foi: “Mainha tá doente, foi melhor ficar em casa com ela”.
Não é bem o fato que me incomoda. É o quanto o fato me incomoda. Porque eu não posso simplesmente faltar? A igreja fica a 45 minutos daqui, de ônibus, e eu preciso estar na parada de ônibus no mínimo uma hora antes. Tá, aqui estou eu me justificando de novo. A questão é: “porque eu preciso dar desculpas?”. Porque eu não consigo entender que é natural que eu às vezes falte os cultos e que isso não precisa necessariamente me levar pro inferno? Ou que não é o fato de eu nunca faltar os cultos que vai me levar pro céu?
Bem, taí. Eu era legalista e não sabia.

A volta – Parte 2

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

É hora de retomar a caminhada.
Chegou um ponto em que eu notei que não adiantava mais apenas ficar triste com a minha situação. Eu percebi que precisava fazer algo. Tinha chegado o momento de fazer a minha parte.
A primeira coisa que fiz foi procurar alguém pra conversar. Tive duas conversas importantes, embora eu parecesse irredutível quanto ao fato de que nada mais adiantava. Eu me sentia cansada e achava que fazer mais seria uma perda de tempo. Mas como eu disse no post anterior, eu não tenho pra onde ir, e eu tenho consciência de que não poderia estar longe do Senhor.
Depois das conversas um verbo ficou na minha cabeça: “Priorizar”. E como um verbo implica em ação, eu comecei a tomar providências pra isso. Voltei a ler a bíblia, usando a linguagem de hoje, voltei a orar a bíblia, algo que eu aprendi há algum tempo, mas não costumava mais fazer, diminuí meu tempo na internet, e coloquei ordem na casa. As coisas de Deus vem primeiro, portanto, ler a bíblia, orar e coisas do tipo viriam primeiro, antes da internet, e outros tipos de ‘diversão’. O que andava tomando meu tempo e me impedindo de cuidar da minha vida espiritual foi tirado do caminho.
Vou confessar que nem tudo é tão bom quanto parece. A sensação de que isso pode não servir pra nada ainda existe. Eu ainda acho que vou tropeçar em algum lugar no caminho e no fim, não vou ter chegado a lugar algum. Eu tenho essa sensação de esperança que Deus quer me dar, e essa sensação de desesperança que vem do outro lado disto. Ainda é um caminho complicado, mas eu escolhi seguir em frente porque eu penso que se Deus espera algo a mais de mim, Ele deve ter um motivo. Ele estará lá, durante o caminho. E eu quero tanto ver aquele sorriso no rosto dEle. Ah, eu quero mesmo.

A volta - Parte 1

terça-feira, 17 de novembro de 2009

“Porém tenho uma coisa contra vocês: é que agora vocês não me amam como me amavam no princípio. Lembrem de quando vocês caíram! Arrependam-se dos seus pecados e façam o que faziam no princípio. Se não se arrependerem, eu virei e tirarei o candelabro de vocês do seu lugar.” Apocalipse 2.4,5

Começou há algumas semanas atrás.
Por causa dos meus horários no curso, eu costumo ir aos cultos apenas nos fins de semana. Culto da Juventude no sábado, e culto e EBD no domingo pela manhã. Nessa época, meu pastor de jovens começou uma série de pregações sobre alguns jovens da bíblia que deveriam nos servir de exemplo.
O que acontece é que eu deixei de ler a bíblia, de orar e fui ocupando meu tempo com outras coisas, e isso gradativamente começou a me afetar de um modo mais sensível. Eu sempre senti quando as coisas começavam a sair dos eixos, mas dessa vez pareceu que todo o mundo conspirava. Eu comecei a sentir os cultos de forma diferente, sentindo que aquilo me acusava e que precisava sair daquele estado. Sempre considerei isso algo bom. Meu pai sempre me disse que se a gente não dá ouvidos aos alertas do Espírito Santo, com o tempo deixa de ser sensível a voz dEle. Achei sinceramente que isso tinha acontecido comigo, mas notei que não.
Eu sempre fui admiradora do modo lindo como Deus se importa, e como a cada dia Ele renova as suas chances pra nós. Diante disso, Ele mesmo me deu forças e agora eu pretendo voltar onde caí, pra recomeçar e seguir o caminho certo dessa vez.
No próximo post eu conto de que forma eu estou seguindo esse caminho. Orem por mim!