Dos relacionamentos...

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Relacionamentos são incrivelmente importantes na vida da gente. Quando crianças, a gente faz amiguinhos de brincadeiras, com quem a gente divide os brinquedos (ou não), com quem a gente até briga, mas pra quem a gente volta correndo pra brincar no outro dia. A falta de relações sociais nessa época pode gerar vários problemas pra criança, e até mesmo pro adulto que ela possivelmente vai se tornar.
Daí a gente vira adolescente. Os amigos nos carregam nas costas, nos levam nos ombros em nossos problemas juvenis, sempre tão trágicos. Nessa época a gente se apega completamente, traça planos, sonha em levar aqueles amigos pela vida inteira. Mas nem sempre isso dura. Algum tempo depois e a gente já tá fazendo esses planos com outros amigos, com tanta intensidade quanto antes. A amizade adolescente, assim como a maioria das coisas nessa época, é intensa, absorve e é vivida ao extremo. Pactos de sangue, promessas de irmandade, e todas essas coisas que quem é ou já foi adolescente certamente passou (ou está passando).
Quando a gente cresce, traz pra essa fase o peso ou a leveza dos relacionamentos que viveu. Se houve muitas decepções, haverá provavelmente muita dificuldade em confiar novamente nas pessoas. Cada um de nós é a estranha combinação de pedaços das várias pessoas que passaram na nossa vida. Algumas deixaram ótimas sensações, nos levaram a novas experiências. Algumas brincaram com nossos sentimentos. Fomos traídos. Mas também fomos as pessoas mais felizes na face da terra, nem que tenha sido apenas por alguns minutos, horas ou dias.
O fato é que é sempre difícil quando começamos a notar as coisas mudando. Em nós, nos outros, no mundo. E as coisas sempre mudam. Se nós mudamos, nós esperamos aceitação. Se os outros mudam, nós esperamos que eles voltem ao ‘normal’, que sejam de novo aquilo que eram antes. Às vezes, nossa razão até entende. E às vezes, nos esforçamos pra fazer nosso coração teimoso entender também. Às vezes, a briga nem é com o outro.
Quanto a mim, eu tenho medo do futuro dos meus relacionamentos. Eu olho pra trás e vejo que nem tudo o que aconteceu com os relacionamentos que tive foi perfeito, ou bom. Eu vejo dor, vejo a esperança que não vingou. Mas eu vejo felicidade também. Vejo grandes experiências, muitos sorrisos reais. Vejo um tempo que em que os sentimentos não foram de mentira, nem mesmo pra quem partiu meu coração. Nem mesmo pros corações que parti. Eu olho pra frente e procuro ver novas chances no que tenho hoje.
Das coisas que eu sei, eu sei que quero levar “os meus” comigo até o fim. E eu sei que o que fiz, fiz de coração aberto, e que acertando ou errando, eu fiz tentando fazer o melhor. Abrir meu coração pra viver talvez “adolescentemente” meus relacionamentos foi a melhor coisa que eu podia ter feito.
E das coisas que eu quero, eu quero sempre “amar sem medo de outra desilusão”. Eu quero isso pra todos nós.

5 comentário(s):

  1. Pathy disse...:

    Certamente foi uma das melhores coisas que você poderia ter feito.
    Gostei do texto.
    Continue com o coração aberto...sempre.

  1. Akamine disse...:

    que seja assim, portanto. talvez, o poeta não estivesse certo apenas sobre o amor quando dizia: "que não seja imortal, posto que é chama. mas que seja infinito enquanto dure." viver adolescentemente deve ser viver intensamente, sem medo do fim.
    ótimo post! voltarei + vezes aqui! :)

  1. Dauryda disse...:

    Nossas conversas, suas palavras me ajudam muito.
    "Das coisas que eu sei, eu sei que quero levar “os meus” comigo até o fim...“amar sem medo de outra desilusão”. Eu quero isso pra todos nós.
    Eu quero fazer isso também, é sempre um risco, mas vale a pena tentar.
    Vivendo e aprendendo. Aquela frase clichê.
    Adorei o texto livremente inspirado nas nossas conversas via twitter. *-*

  1. "Quero, um dia, dizer às pessoas que nada foi em vão...Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas, que a vida é bela sim e que eu sempre dei o melhor de mim...e que valeu a pena."

    (Mário Quintana)

    Tentando achar um comentário que esteja a altura do texto,mas esse verso que Quintana acho que diz o suficiente...

    Tudo vale a pena sim,inclusive as mudanças valem para o crescimento de ambos.Enfim,viver adolescentemente é uma das melhores formas de se viver,forma essa que muitos esqueceram do que é viver tudo intensamente e sme medo de ser feliz...
    Rs

    Ótimo texto pequena,quando falo ótimo,é ótimo mesmo...rs
    Amo vc

  1. coisasdetai disse...:

    Relacionamento só causa medo quando se leva esse assunto a sério! Sou assim...morro de receio! O problema é que vivo pouco desse jeito. Tenho tentando praticar o "descansar em Deus": se é pra dar certo, que dê; não é? Então tá...meu Pai ajeita tudo! Confesso ser bem difícil pra mim, porque não quero me expor pra depois sofrer. Enfim, lembrando sempre que o Senhor está no controle, tudo fica mais leve.